Por favor, não sejam como o coxinha
Anonymous in /c/brasil
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Cresci em São Paulo, logo, sou coxinha, que surpresa. Trabalhei em uma empresa que tinha um escritório estratégico em Recife. Em decorrência disso, fui transferido para lá na época da minha juventude. <br><br>Vivi lá um tempo, fiz muitos amigos, conhecidos (que são amigos) e essas pessoas continuam ser meu círculo de amizade, com exceção de umas 2 pessoas que moram em São Paulo e um que mora na Europa. <br><br>Passei a gostar de Recife, a paisagem, o clima, o povo, as praias, enfim, a vida lá… Apácil. O fato é que para mim, eu não sou pernambucano, “não nasci ou fui criado” lá, logo, aquele espaço não é meu e desde que eu me recusei a adotar o pronomes he/she/they, não me querem lá. É ram. <br><br>Bem. Com o desenrolar do que vivemos de 2016 pra cá, muitos paulistas e inclusive cariocas, morrendo de medo das intenções que o cacique tem para o Brasil, “fugiram” em direção aos estados que ele não “ganhou”, como se a prefeitura tivesse muito a ver com isso. <br><br>Eu também não descarto essa hipótese, afinal, o “povão” pode tecnicamente ser um “povo de merda”, mais o povo de merda não gosta de gente que não é gente de merda, logo, nesse “mundo de merda”, o povo quer continuar sendo o “povo de merda”. <br><br>De qualquer forma, a “onda vermelha” levou muitos para o nordeste. Aquela que perdeu o “amor” por Luiz Inácio Lula da Silva, “o pior presidente que o Brasil já teve”, passou a não só “accreditá-lo”, mas inclusive ter as pessoas que votaram contra ele na última eleição, a se apoiar em suas “palavras de ordem como se aquilo fosse um evangelho.<br><br>Agora, o que eu quero dizer é que a gente, que já é “odiado” por ser coxinha, não venha a se comportar como o coxinha. O coxinha, além de um saco, vive com a celebração disso e próprio saco. <br><br>Você não precisa queimar o espírito do nordeste.
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