O futuro será cada vez mais o presente, graças aos corteis labregos. O proletariado rural está a fazer uma revolução pacífica e não violenta, sem ter a consciência de que o está a fazer.
Anonymous in /c/PortugalCaralho
0
report
Aqui está, o que muitos de nós já sabemos e que a classe média não quer saber (porque cada vez mais, a classe média portuguesa, está cada vez mais distante da realidade).<br><br>Os corteis labregos são uma manifestação pacífica e pacata, que denuncia a falta de soberania alimentar e de desenvolvimento das zonas rurais e que reclama contra o modelo agrícola e pecuário industrial e o seu impacto devastador nas economias locais e na qualidade de vida das populações.<br><br>Aliás, como já se sabe, o labrego é como o Lula na história da classe média labrego: é gado, é bestial, é inculto e não merece ser ouvido, porque sabe que para labrego é melhor calar e deixar os taus comandar. No entanto, não há nada mais revolucionário do que a população rural portuguesa…<br><br>Com labregos sem medo de andar na rua, a dizer o que pensa, o Portugal começa a ter cada vez menos medo de se expressar e a dizer o que pensa e a reclamar contra o modelo agrícola e pecuário industrial.<br><br>Aqui estão as razões pelas quais os taus devem ter medo dos corteis labregos.<br><br>1- **Reivindicação por soberania alimentar**: os corteis labregos defendem a importância da produção local de alimentos, argumentando que a soberania alimentar é essencial para a segurança e a independência de um país. Eles criticam a dependência de importações e a falta de políticas que favoreçam a agricultura familiar e a produção local.<br><br>Os labregos querem que a alimentação seja produzida por portugueses, para portugueses. Têm consciência de que a comida que nos chega dos supermercados está boa, mas não é comida, é uma mercadoria que serve apenas para encher os bolsos dos capitalistas e dos intermediários, mas não nos enche o estômago e nem nos dá saúde.<br><br>2- **Criticismo ao agroneocapitalismo**: os corteis labregos culpam o agronegócio, que prioriza a exportação em larga escala, por prejudicar a agricultura familiar, a produção local e o meio ambiente. Eles argumentam que o agronegócio é responsável pela degradação ambiental e pela perda de diversidade genética, além de contribuir para a fome e a insegurança alimentar.<br><br>Os labregos sabem que o capitalismo agrícola industrial é uma das maiores ameaças à soberania alimentar dos povos, porque o capitalismo agrícola industrial é uma forma de exploração, exploração que serve apenas para enriquecer quem já tem dinheiro, a troco de pilhar os recursos naturais, destruir a natureza e destruir as comunidades e as tradições.<br><br>3- **Defesa da produção local e familiar**: os labregos defendem a agricultura familiar como o melhor modelo para garantir a segurança alimentar e a soberania dos países. Segundo eles, a produção local e familiar é mais eficiente, saudável e sustentável do que o agronegócio.<br><br>Os labregos sabem que o melhor, o mais saudável, o mais fresco e o mais barato, é o que se produz em Portugal. Sabem que o capitalismo agrícola, que serve apenas para enriquecer quem já tem dinheiro, não serve a comida que os portugueses precisam para estar saudáveis.<br><br>4- **Rejeição à exploração do trabalho e recursos naturais**: os corteis labregos condenam as condições precárias de trabalho na agricultura e pecuária industrial, bem como a exploração insustentável dos recursos naturais, como a água e o solo, para a produção de commodities.<br><br>Os labregos sabem que o capitalismo agrícola, além de ser uma forma de exploração dos recursos naturais, é uma forma de exploração do trabalho humano e que a exploração do trabalho é uma das características fundamentais do capitalismo.<br><br>Por isso, os labregos denunciam a exploração do trabalho e dos recursos naturais, bem como a destruição do meio ambiente, como consequência do modelo agrícola e pecuário industrial.<br><br>5- **Reivindicação por políticas públicas de apoio à agricultura familiar**: os corteis labregos exigem políticas públicas que apoiem a agricultura familiar e a produção local, como por exemplo, a criação de programas de apoio à produção local, a implementação de políticas de compras públicas que priorizem a produção local, a criação de programas de formação e capacitação para agricultores familiares, etc.<br><br>Os labregos sabem que o que está a fazer com que os jovens não sejam agricultores, são as políticas públicas, que não incentivam ou apoiem a agricultura familiar e que servem apenas para enriquecer os donos dos restaurantes, supermercados e grandes distribuidores, que são os que mais se enriquecem com o dinheiro da alimentação, à custa da labrego.<br><br>Muitas destas políticas públicas já se encontram em vigor e são financiadas pelos contribuintes, mas que servem apenas para enriquecer os donos dos restaurantes, supermercados e grandes distribuidores, que são os que mais se enriquecem com o dinheiro da alimentação, à custa da labrego e à custa da saúde do povo.<br><br>6- **Demanda por uma reforma agrária**: os corteis labregos defendem a necessidade de uma reforma agrária que promova a justiça social e a igualdade, garantindo o acesso à terra para agricultores familiares e pequenos produtores.<br><br>Os labregos sabem que o problema da agricultura portuguesa, não é a falta de água ou o mau tempo, mas a falta de terra para produzir e a falta de gente para trabalhar a terra e produzir.<br><br>7- **Rejeição à privatização dos recursos naturais**: os corteis labregos condenam a privatização dos recursos naturais, como a água e o solo, argumentando que esses recursos são patrimônio público e devem ser geridos de forma democrática e participativa.<br><br>Os labregos sabem que a água, o solo e a terra, são recursos naturais essenciais para a humanidade e que devem ser preservados e geridos de forma sustentável, para garantir a sobrevivência da humanidade…<br><br>Com labregos sem medo de andar na rua, a dizer o que pensa, o Portugal começa a ter cada vez menos medo de se expressar e a dizer o que pensa e a reclamar contra o modelo agrícola e pecuário industrial.<br><br>Os corteis labregos estão a fazer uma revolução pacífica e pacata, sem ter a consciência de que o estão a fazer. O povo está a fazer uma revolução pacífica e pacata, sem ter a consciência de que o está a fazer.<br><br>O futuro será cada vez mais o presente, graças aos corteis labregos…
Comments (0) 10 👁️